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domingo, 11 de janeiro de 2015

Eder diz que Silval pagou R$ 2 milhões para Daltinho para ter contas aprovadas de 2009 na Assembleia Legislativa


11.01.2015 | 05h41
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POLÍTICA / VEJA VÍDEO

Eder diz que Silval pagou R$ 2 milhões para Daltinho para ter contas aprovadas de 2009 na Assembleia Legislativa

Com o depoimento de Eder, Daltinho procurou diretamente o governador Silval para cobrar a cifra milionária a fim de não causar complicações na ALMT


Na ocasião, a Secretaria de Fazenda era investigada por suspeitas de conceder benefícios fiscais ilegais a algumas empresas.
Um vídeo gravado durante o depoimento do ex-secretário de Estado Eder Moraes, ao Ministério Público Estadual, revela que o empresário Adalto de Freitas (SD), mais conhecido como Daltinho, cobrou R$ 2 milhões para emitir um parecer favorável a aprovação das contas do Governo do Estado. Sem saber precisar a data certa, Eder acredita que as contas seriam do exercício de 2009, que seriam julgadas em 2010. O relator das contas era o ex-deputado Maksuê Leite, que mais tarde foi substituido por Daltinho. A reportagem foi publicada aqui no RepórterMT no dia 13 de novembro do ano passado.

Na ocasião, a Secretaria de Fazenda era investigada por suspeitas de conceder benefícios fiscais ilegais a algumas empresas.

Segundo a reportagem, com o depoimento de Eder, Daltinho, que na época era filiado ao PMDB, procurou diretamente o governador Silval Barbosa (PMDB) para cobrar a cifra milionária a fim de não causar complicações na Assembleia Legislativa. Ainda de acordo com o portal, em dezembro de 2009, o então parlamentar emitiu parecer favorável, com 14 ressalvas e cinco recomendações.

“O deputado Daltinho estava substituindo o deputado Maksuês, para aprovar as contas de governo em um determinado ano.. Ou é 2010.. O Daltinho.. Tem que ver essas datas corretamente, mas foram feitos compromissos ..ele exigiu à época 2 milhões de reais para aprovar as contas de governo, porque veio do tribunal meio quadrada a bola.. Mas a Assembleia que aprovavam a conta final lá..”, disse Moraes ao Ministério Público Estadual.
VEJA O VÍDEO - CRÉDITO MIDIANEWS

Link do video:
https://www.youtube.com/watch?v=snH9gvDvHII

Eder conta que o pagamento foi feito pelo intermédio de uma empreiteira, em depósitos para diversas fornecedores e postos de gasolina da região de Barra do Garças – domicilio eleitoral de Daltinho –, além de combustível de avião. “Eu tenho as contas relacionadas que ele me passou para fazer os depósitos.. Ele recebeu o dinheiro e fez o depósito nessas contas.. Isso eu posso passar para vcs... Postos em barra do garças .. Fornecedores lá na barra.. Combustível de avião..por aí vai..”, consta de trecho do depoimento.

O ex-secretário disse que esse dinheiro teria sido pago através do esquema de lavagem e crimes financeiros investigados pela Polícia Federal na “Operação Ararath”, que tem como um dos pivôs Eder Moraes. Uma empreiteira, que possui uma alta quantia a receber do Estado referente a dividas de mais de 16 anos do extinto Departamento de Obras de Viação Pública (DOVP), aceitou receber uma fração do valor total e ainda repassar parte do dinheiro para Daltinho para não ficar totalmente no prejuízo.
Nos documentos apreendidos pela Polícia Federal com Eder Moraes em uma das fases da Operação Ararath, Daltinho aparece na lista de quem recebeu créditos ilegais. O nome do ex-parlamentar é relacionado com uma operação de R$ 900 mil e outra de R$ 600 mil, totalizando R$ 1,5 milhão.
A declaração de Eder foi feita em fevereiro de 2014, durante depoimento ao Ministério Público Estadual, após o trabalho de convencimento do promotor de Justiça Marcos Regenold, o qual levou o ex-secretário ao Núcleo do Patrimônio Público para contar tudo que sabia sobre desvio de dinheiro público nas administrações em que atuou.

Naquela época, foi tentada uma ponte com o Ministério Público Federal, mas as negociações não avançaram. As principais incriminações feitas por Eder Moraes foram ditas exclusivamente aos promotores do MPE. Após isso, ele tenta anular esses depoimentos na Justiça Federal.

Ao Ministério Público, Eder contou detalhes de como ajudou às gestões de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB) a dar ares de legalidade a operações financeiras ilegais. Ele também detalha as negociações dos entes públicos com o empresário Gercio Marcelino Mendonça Júnior, mais conhecido como Júnior Mendonça, o qual confessou ser operador de um banco clandestino e passou a condição de delator premiado da Polícia Federal neste caso.
Reprodução
documentos eder.jpg
Documento mostra depoimento de Eder acusando o ex-deputado de cobrar comissão para aprovar contas


Eder Moraes ocupou diversos cargos durante as gestões de Blairo e Silval. Foi secretário de Fazenda de ambos governadores, chefiou a Casa Civil e a Secretaria Extraordinária da Copa durante o governo do peemedebista. Nos inquéritos, é apontado como um dos operadores de todo esquema de crimes financeiros de Mato Grosso.
OUTRO LADO 
O ex-deputado Adalto de Freitas, o Daltinho, em conversa com RepórterMT à época, quando a reprotagem foi publicada, negou que tenha pedido comissão para aprovar as contas do governo na época. Ele também disse que acionaria o seu advogado para tomar todas as medidas cabíveis contra Eder Moraes, sugerindo inclusive uma ação de danos morais na Justiça.O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) curte férias com a família na Espanha, depois de ter passado pelos Estados Unidos. Silval disse que quando chegar de viagem deve esclarecer vários fatos que acercaram a sua administração desgastada.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

MPF recorre do registro da coligação de Riva e advogados preparam contrarrazões

04/08/2014, 14h:08 - Atualizado: 04/08/2014, 17h:03

MPF recorre do registro da coligação de Riva e advogados preparam contrarrazões

 


Davi Valle/Rdnews
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Candidato ao Governo, José Riva
O Ministério Público Federal, por meio do procurador regional eleitoral Douglas Fernandes, protocolou na noite deste domingo (3) recurso especial solicitando a impugnação do registro da coligação Viva Mato Grosso, do candidato a governador José Riva (PSD). O pedido será analisado pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Juvenal Pereira. Antes da análise, a defesa de Riva, sob responsabilidade do advogado José Antônio Rosa, tem três dias para manifestar contrarrazões.
Caso o presidente do TRE acate o recurso, a representação será encaminhada para julgamento no Tribunal Superior Eleitoral. A eventual recusa ainda pode levar o MPF a ingressar com agravo diretamente no TSE. Isso porque a representação do MPF alega irregularidade na ata da convenção partidária do PSD. Aponta que os convencionais não haviam aprovado o nome do médico Aray Fonseca como candidato a vice-governador na chapa de Riva.
O registro da coligação Viva Mato Grosso foi deferido por unanimidade na sessão do TRE realizada na última quinta (31). Na análise, os membros do Pleno acompanharam o voto do relator Agamenon Alcântara. O TRE ainda deve analisar dois pedidos de impugnação individual da candidatura de Riva, protocolados pelo próprio MPF e pela coligação Coragem e Atitude pra Mudar, do adversário Pedro Taques (PDT). Os pedidos são baseados na Lei da Ficha Limpa porque alegam que o social-democrata possui quatro condenações que o impedem de disputar as eleições e serão analisados na quinta (7).

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Riva se reúne com lideranças e políticos do Araguaia nesta 6ª durante evento em Barra


| 24/07/2014, 15h:11 - Atualizado: 24/07/2014, 16h:10

Riva se reúne com lideranças e políticos do Araguaia nesta 6ª durante evento em Barra




José Riva, candidato ao Paiaguás, ao lado de Beto Farias, responsável pela campanha no Araguaia


O candidato do PSD ao Governo, deputado José Riva, se reúne com lideranças políticas e empresariais do Médio Araguaia, nesta sexta (25), em Barra do Garças. O encontro será em ambiente fechado, quando o social-democrata será apresentado pelo correligionário e prefeito do município, Beto Farias, como candidato à sucessão do governador Silval Barbosa (PMDB). O evento pró-Riva deve começar às 8h, no setor São João, mas, antes, o candidato concederá entrevista à imprensa local, para falar sobre seu projeto majoritário. Além de Riva, estão confirmadas as presenças do candidato a vice, Aray Fonseca (PSD), e do candidato ao Senado, Rui Prado (PSD), bem como candidatos a deputado estadual da coligação.
A visita de Riva será a primeira de um candidato a governador à região de Barra do Garças, desde a realização das convenções, em junho. O trabalho de arregimentar prefeitos, vereadores, lideranças políticas e empresários, está sendo feito por Beto Farias, convidado pelo próprio deputado, para coordenar sua campanha nos 32 municípios do Vale do Araguaia. “Estamos começando a montar a logística para a campanha no Araguaia. Tão logo seja montado o Comitê Central Regional em Barra do Garças, iremos visitar as lideranças da região e criar subcoordenadorias. Nosso objetivo é construir uma estrutura sólida e democrática na campanha eleitoral. A visita do deputado Riva servirá para aproximarmos a sua candidatura da população local”, disse Beto.
Fonte:Rd News
http://www.rdnews.com.br/blog-do-romilson/conteudo/riva-se-reune-com-liderancas-e-politicos-do-araguaia-nesta-6-durante-evento-em-barra/55339

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ação do PR de Wanderlei Farias induziu TRE ao erro, explica advogado

18/06/2014 08:32:00384 exibições

Ação do PR de Wanderlei Farias induziu TRE ao erro, explica advogado

 
 

Araguaia Notícia
Araguaia Notícia
O advogado Isaias Mariano, um dos assessores do prefeito Roberto Farias, falou sobre a volta de Roberto a prefeitura de Barra do Garças após uma posição tomada pelo TSE dia 16 de junho. 
Isaias disse que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) foi induzido ao erro por uma ação movida pelo Partido da República (PR) do ex-prefeito Wanderlei Farias alegando que havia uma decisão do TSE em Brasília para afastamento do prefeito barra-garcense. “Isso não existe porque a ação julgada em 2010 com relação ao Beto em momento algum falava em afastamento portanto a ação do PR induziu a corte do TRE ao erro”, frisou o advogado.
Segundo o advogado isso ficou constatado porque bastou uma provocação ao TSE que imediatamente reconduziu Roberto a prefeitura de Barra do Garças. Isaias lembrou que a ação do PR foi baseada numa denúncia do ex-candidato a deputado estadual Cândido Teles que pertence também ao grupo de Wanderlei Farias em 2010. “Está cada vez mais claro que existe uma perseguição do ex-prefeito Wanderlei e seu grupo a Roberto Farias. E a população está percebendo isso tanto é verdade que repudiou o afastamento de Roberto da prefeitura”, finalizou.
Roberto foi reconduzido ao cargo dia 16 de junho e anunciou algumas medidas para retomar o serviço de limpeza de canteiros, ruas e para assegurar a realização de eventos previstos no calendário turístico de Barra do Garças como o encontro nacional de motociclistas, o Motorcycle e o Copa do Porto com um moderno telão na rampa do Baé.
Outra preocupação do prefeito é manter os contatos com o Ministério da Pesca para recuperar o convênio de seis milhões para construção de tanques e instalação de uma indústria de peixes no município.
 Fonte: Araguaia Noticias
http://araguaianoticia.com.br/noticia/4702

terça-feira, 17 de junho de 2014

Ao reassumir, Beto diz ter sido vítima de "rasteira política" de adversários


Ao reassumir, Beto diz ter sido vítima de "rasteira política" de adversários
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Ao reassumir a Prefeitura de Barra do Garças, Beto Farias, diz que não vai tolerar rasteiras políticas















O prefeito de Barra do Garças, Roberto Farias (PSD), disse, nesta manhã (17), ao reassumir o cargo depois de uma semana de afastamento, que não vai mais tolerar “rasteiras políticas” de quem não quer o bem da cidade.
Segundo ele, seus adversários ainda não assimilaram a derrota nas urnas e tentam, no ‘tapetão’, desqualificar o resultado dos votos.
O social-democrata teve o mandato cassado, na semana passada, pelo Pleno do TRE por uso indevido de meios de comunicação nas eleições de 2010, mas conseguiu reverter à decisão por força de liminar deferida pelo TSE. “Reassumimos o nosso mandato respeitando às leis, sem truculência e sem o uso de chaveiro para abrir as portas da prefeitura”, ressalta se referindo à atitude da segunda colocada no pleito, Andréia Santos (PR), que ao assumir o Executivo, recorreu ao auxílio de um chaveiro para ter acesso ao gabinete.
De todo modo, Beto se diz preocupado com a decisão judicial que o cassou, pois, segundo ele, tem causado uma instabilidade jurídica e política prejudicial ao município. “A cidade perde e o povo perde, mas a ordem está restabelecida com a medida do TSE em devolver um mandato que foi conquistado com uma votação esmagadora”.
Ausência
Com o afastamento repentino, o prefeito manifesta preocupação em relação às decisões que, porventura, possam ter sido tomadas durante a permanência da republicana Andréia Santos. Por isso, pretende fazer um levantamento da situação do município para a tomada de medidas cabíveis. 
Mesmo assim, garante que reassume a prefeitura sem “mágoa e ódio, pois, foi eleito para governar para todos”, independente de partidos. O social-democrata ainda anuncia, como primeiro ato após retornar ao cargo, o lançamento de um pacote de obras que contemplará todos os setores do município.
Fonte: Rd News
http://www.rdnews.com.br/executivo/ao-reassumir-beto-diz-ter-sido-vitima-de-rasteira-politica-de-adversarios/54284

segunda-feira, 16 de junho de 2014

TSE concede liminar e Beto volta ao cargo de prefeito de Barra do Garças

BARRA DO GARÇAS

TSE concede liminar e Beto volta ao cargo de prefeito de Barra do Garças
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Beto Farias, na Câmara, após o anúncio do retorno ao posto de prefeito de Barra

O ministro João Otávio Noronha, do Tribunal Superior Eleitoral, deferiu liminar, às 21h05 desta segunda (16), determinando o retorno imediato de Roberto Farias (PSD) e Mauro Gomes Piauí (PT), aos cargos de prefeito e vice-prefeito de Barra do Garças, respectivamente. A decisão suspende os efeitos do acórdão proferido pelo Pleno do TRE/MT, que por 5 votos a 1, havia cassado o mandato do social-democrata no último dia 9.
Diante da situação, Beto impetrou mandado de segurança contra os efeitos da Petição 36-43/MT, que mantinha a decisão do próprio TRE que o condenou a três anos de inelegibilidade por uso indevido de meios de comunicação social, nas eleições de 2010, quando concorreu à Câmara Federal. Beto já havia perdido também recurso no TSE, que manteve a sentença regional.
A decisão favorável ao prefeito foi anunciada durante uma manifestação de populares pró-Roberto, que ocorria na sessão ordinária da Câmara Municipal. Correligionários e simpatizantes do social-democrata lotaram as dependências do Legislativo e foram pegos de surpresa com o despacho do ministro Noronha, relator do recurso. A concessão de liminar garante ao prefeito permanência no cargo até o julgamento do mérito do mandado de segurança.
Imbróglio
O prefeito Beto teve o mandato cassado no último dia 9, pelo TRE. O Tribunal executou decisão contrária ao social-democrata, referente a 2010, que havia sido proferida pelo TSE. Com a decisão, Beto havia voltado a ser ficha suja e, por isso, perdeu o mandato. Neste sentido, a segunda colocada na eleição, Andreia Santos (PR), assumiu o comando da administração, no dia seguinte (10). A republicana tomou posse numa sessão extraordinária improvisada, que contou com a presença de nove dos 15 vereadores.
Fonte: Rd News
http://www.rdnews.com.br/executivo/tse-concede-liminar-e-beto-volta-ao-cargo-de-prefeito-de-barra-do-garcas/54276

domingo, 15 de junho de 2014

Filho de ex-conselheiro recebeu depósitos de alvo da PF


Quarta, 28 de maio de 2014, 10h10
VAGA NO TCE
Filho de ex-conselheiro recebeu depósitos de alvo da PF
Segundo as investigações da Operação Ararath, Leonardo Soares enviou emails a Júnior Mendonça

DA REDAÇÃO 
FOTO Leandro Soares(à esquerda), Chico Daltro(Vice-Governador), Dep José Riva e Roberto Farias todos representantes do Partido PSD em Mato Grosso



As investigações da Polícia Federal indicam que os filhos do ex-conselheiro Alencar Soares, do Tribunal de Contas do Estado, teria sido usado para receber parte do dinheiro destinado a suposta “venda” de sua vaga ao então deputado estadual Sérgio Ricardo, atual conselheiro no TCE-MT.

Segundo documentos e anotações apreendidos, o valor da vaga teria sido de R$ 4 milhões.

Nas buscas e apreensões, da Operação Ararath, a PF encontrou e-mails de Leonardo Valoes Soares, filho de Alencar, ao empresário Júnior Mendonça, suposto operador do esquema de lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

Um dos e-mails de Leonardo, datado de 16 de março de 2010, indica três contas correntes para depósitos: uma em nome dele próprio, com a indicação de R$ 38.000,00, e outra em nome de Leando Valoes Soares, com a indicação de valor de R$ 12.000,00 a ser depositado".

Email enviado por Leando Soares a Júnior Mendonça, indicando contas para depósitos:

De acordo com a documentação apreendida pela PF na residência do pai de Júnior Mendonça, no dia 01 de abril de 2010, o empresário investigado recebeu outro email de Leandro Soares.

Desta vez, a mensagem indicava os dados bancários do ex-conselheiro, para outro depósito. A transferência foi realizada no mesmo dia, conforme comprovante de transferência apreendido.

Segundo o inquérito da Polícia Federal, Júnior Mendonça, sob orientação do então secretário de Estado Eder Moraes, usou outras contas para “ocultar a origem e natureza dos recursos”.
Uma delas teria sido a da empresa Paz Administradora de Ativos Ltda, cujos comprovantes indicam o recebimento de R$ 2,5 milhões.

Outro email indicando número de conta; ao lado, o comprovante do depósito:


De acordo com as cópias de comprovantes obtidos pela Policia Federal, foram realizados vários depósitos em cheques, em 2009: R$ 300 mil, no dia 02; R$ 200 mil no dia 03; R$ 250 mil no dia 08; e R$ 1,75 milhão no dia 11.

Um outro depósito, no valor de R$ 250 mil, teria sido realizado no dia 08 de dezembro de 2009.

A "venda"

O ministro Dias Tofolli, do Supremo Tribunal Federal (STF), citou em sua decisão, que autorizou a prisão de Eder Moraes e do deputado José Riva (PSD), que documentos apreendidos pela Polícia Federal, e as declarações do empresário Júnior Mendonça, comprovariam o pagamento de R$ 4 milhões para a compra da vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.

Por meio de “delação premiada”, para reduzir sua eventual pena perante a Justiça, Mendonça contou que, em 2009, o então governador Blairo Maggi (PR), obteve dele, por meio de Eder Morais, R$ 4 milhões para pagar o então conselheiro Alencar Soares.
O conselheiro Sérgio Ricardo, que teria sido beneficiado por suposta "venda" de vaga

Alencar Soares - que também teve sua casa alvo de busca e apreensão - teria recebido o dinheiro das mãos de Júnior Mendonça, a pedido, e na presença, de Eder Moraes, que, por sua vez, agiria “no interesse e a mando de Blairo Borges Maggi”.

Segundo os autos, Sérgio Ricardo, então deputado estadual, já teria pago R$ 4 milhões a Alencar, pra que ele deixasse a vaga.

O repasse de Mendonça a Alencar Soares teria servido para que ele pudesse devolver a Sérgio Ricardo os R$ 4 milhões anteriormente dele recebidos – e, alegadamente já gastos.

O pagamento dessa segunda vantagem foi feito pela empresa Globo Fomento Ltda., de Júnior Mendonça.

Extrato de depósitos à Paz Administradora de Valores: R$ 1,75 milhão:


“Cachorro-grande”


Em depoimento, Júnior Mendonça alegou que soube do contexto da venda da vaga ainda no gabinete do conselheiro Alencar Soares, tendo entregue a ele um cheque de R$ 2,5 milhões para “quitação do empréstimo”.

Segundo Mendonça, Maggi teria assumido o compromisso de quitar o empréstimo posteriormente.

Às autoridades, Mendonça disse que “este compromisso de Blairo Maggi a Alencar ocorreu durante viagem que fizeram, no ano de 2009, à África do Sul".

Segundo ele, durante a viagem, Maggi teria questionado a Alencar o motivo de estar saindo do TCE, antes de sua aposentadoria.

Alencar teria relatado a Maggi que já teria recebido, como adiantamento, um pagamento parcial, de R$ 2.5 milhões, do então deputado Sérgio Ricardo, bem como já teria gasto o valor.

Junior contou que somente ficou sabendo desse contexto do empréstimo já no gabinete, e na frente, de Alencar Soares. E que se sentiu “desajeitado”, pois viu que estava entrando em uma “briga de cachorro grande” e, por isso, entregou o cheque.
Fonte: Midia News
http://www.midianews.com.br/imprime.php?cid=198975&sid=3

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Fonte: Midia News